August 22nd, 2011

MAIS UM CARTÓRIO DA MEDIOCRIDADE: LEI REGULAMENTA O DESIGNER

 

Como tirar do mercado milhares de jovens talentosos, criar burocracia, taxas e mais cabides de emprego !
Tem moleques de 13 anos fazendo coisas incríveis na Internet e aqui vamos voltar no tempo. O Brasil da reserva de mercado, dos cartórios, continua o mesmo país da MEDIOCRIDADE geral, onde as pessoas se escondem atrás de papéis que não valem nada.
O design é uma atividade baseada na criatividade, na prática, na curiosidade. O selo oficial é a antítese de tudo que é inovador.
Steve Jobs nunca teria feito o Iphone e o iMac se vivesse no Brasil. Eu não teria aberto a Slidea.

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Da página da Câmara: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/201432-PROPOSTA-REGULAMENTA-PROFISSAO-DE-DESIGNER.html

Proposta regulamenta profissão de designer
Leonardo Prado

Penna: sem registro profissional, o Poder Público não pode contratar um designer por meio de licitação.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 1391/11, do deputado Penna (PV-SP), que regulariza a profissão de designer. O texto define o designer como o profissional que desempenha atividade especializada na elaboração de projetos de sistemas e/ou produtos e mensagens visuais que podem ser produzidas em série.

De acordo com a proposta, esses profissionais deverão ter graduação em design no Brasil ou no exterior ou em áreas afins como Comunicação Visual, Desenho Industrial, Programação Visual, Projeto de Produto, Design Gráfico, Design Industrial, Design de Moda e Design de Produto. Também poderão se registrados como designers pessoas com mais de cinco anos de profissão.

Atividades
O texto reconhece as seguintes atividades do designer:
Рplanejamento e projeto de sistemas, produtos ou mensagens visuais ligados aos respectivos processos de prodṳ̣o industrial objetivando assegurar sua funcionalidade ergon̫mica, sua correta utiliza̤̣o, qualidade t̩cnica e est̩tica, e racionaliza̤̣o estrutural em rela̤̣o ao processo produtivo;
– projetos, aperfeiçoamento, formulação, reformulação e elaboração de desenhos industriais ou sistemas visuais sob a forma de desenhos, diagramas, memoriais, maquetes, artes finais digitais, protótipos e outras formas de representação bi e tridimensionais;
– estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação de caráter técnico-científico ou cultural no âmbito de sua formação profissional;
Рpesquisas e ensaios, experimenta̵̤es em seu campo de atividade e em campos correlatos, quando atuar em equipes multidisciplinares;
– desempenho de cargos e funções em entidades públicas e privadas cujas atividades envolvam desenvolvimento e/ou gestão na área de design;
Рcoordena̤̣o, dire̤̣o, fiscaliza̤̣o, orienta̤̣o, consultoria, assessoria e execṳ̣o de servi̤os ou assuntos de seu campo de atividade;
– exercício do magistério em disciplinas em que o profissional esteja adequadamente habilitado;
– desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas, de economia mista e de economia privada.

Conselhos
O projeto também prevê a criação de conselhos federal e regionais para registro, controle e fiscalização da categoria. O registro deverá ser emitido seis meses após a norma entrar em vigor.

Segundo o autor, a proposta é uma reivindicação de 30 anos de mais de 60 mil profissionais e 100 mil estudantes em 380 cursos no Brasil. “Sem um registro profissional, o Poder Público não pode contratar um designer, já que a Lei das Licitações (8.666/93) diz que a única maneira de caracterizar uma profissão é pelo seu registro.”

Tramitação
A proposta terá análise conclusiva das comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

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