March 19th, 2011

O Brasil rejeita a modernidade na cultura

Estão destruindo a inovação, a criatividade e a modernidade no país.

O caso do blog de R$ 1,8 milhão da cantora brega Maria Bethania pegou fogo na internet, chegando até os Twitter Trends mundiais, em uma semana de notícia importantes como o reator em perigo no Japão, visita de Obama ao Brasil e ataque à Líbia. Provavelmente isso aconteceu porque muita gente na internet tem blogs, e sabe que eles são praticamente gratuitos.

Obviamente, vivemos em um regime de absoluta roubalheira, sob um governo que explora o povo e ajuda os bancos com a justificativa de ser socialista e ajudar esses mesmos pobres que massacra. Hipócritas. Um grupinho de amigos sabe que o cofre foi aberto e houve uma corrida para tomar o máximo de dinheiro possível, dinheiro que poderia ser usado para tirar as crianças das filas dos hospitais ou acabar com o analfabetismo, esse sim o inimigo da cultura. Em defesa da Bethania, só podemos dizer que o Lula já custeava blogs pelegos há muito tempo.

Porém, há uma efeito colateral que não vi ser abordado em nenhum lugar, e que vale a pena ser lembrado:

O problema é mais grave que o dinheiro roubado. Estão destruindo a inovação, a criatividade e a modernidade no país.

Eu explico: enquanto no mundo inteiro a internet disparou um tsunami de criatividade, de informação e cultura; no Brasil a cultura ficou aprisionada a grupos de interesse e cartéis que recebem subsídios, todos com ideologia marxista e amigos do governo.

Abre-se o Youtube e pode-se ver verdadeiros virtuosos, jovens tocando peças clássicas, ou cineastas amadores produzinfo obras interessantes com uma câmera digital. Comunidades de autores compartilham seus contos e romances uns com os outros e talentos lançam livros digitais sem precisarem nem de editoras. Cantores e corais que nunca teriam exposição se não fosse a Internet estão tendo um impacto. Grupos regionais e folclóricos que poderiam estar desaparecendo agora têm milhares de seguidores e doadores que os ajudam. Até mesmo na cultura de massa temos um jovem cantor (Justin Bieber) que se lançou sozinho na Internet. Isso é inovação, isso é modernidade. A internet faz a mágica de aproximar pessoas com os mesmos gostos e colocá-los em contato com o seu interesse. Um talento que estava escondido e sem financiamento pode agora aparecer.

Enqunto isso no Brasil, depois de termos ensinado a nossos jovens que o estudo e a leitura não servem para nada, que o Lula chegou lá desprezando a ambos, agora ensinamos que a produção e o sucesso na cultura não acontecem sem o apoio do governo. Estamos matando a motivação individual. O brasileiro nem começa a escrever, a filmar, a criar, sem que exista alguém financiando por trás.

Alguns dos maiores artistas da humanidade foram pobres e não tinham nenhum Mecenas. Com a internet, não se precisa de Mecenas, nem público nem privado.

Outra consequência perversa é que apenas a pseudo-arte ideologicamente engessada é produzida. Só é aprovado quem fala bem do governo ou é marxista. Isso leva à morte da cultura, que tem entre suas mais importantes funções a contestação. É a arte dos medíocres e dos puxa-sacos, como a que servia a Hitler e Stalin. O nível é tão baixo, que um diretorzinho que recebeu muito dinheiro do governo ataca os críticos da roubalheira, chamando-os de “brancos de São Paulo”.  Eu sou branco de São Pulo, mas não sou ladrão, nem medíocre, nem puxa-saco, nem racista e preconceituoso.  Esse tipo de gente é que produz o lixo que passa por cultura sob esse nosso sistema soviético. Claramente, todo esse lixo cultural subsidiado não faria a menor diferença se nunca tivesse existido.

Vamos continuar protestando, mas não vamos nos esquecer de produzir. Pegue sua câmera, pegue seu teclado, e produza coisas bonitas e criativas. Vamos mostrar aos dinossauros corruptos que boa arte, bom pensamento e boa criação podem existir longe de seu dinheiro sujo.

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